Menopausa não é doença, mas também não precisa ser atravessada em silêncio
Ondas de calor, alterações no sono, no humor e na saúde íntima podem fazer parte dessa fase. Salut Consult destaca que informação e acompanhamento individualizado ajudam a mulher a viver esse período com mais saúde e qualidade de vida.
Durante muito tempo, muitas mulheres aprenderam a conviver em silêncio com as transformações da menopausa. Calor intenso, noites mal dormidas, irritabilidade, mudanças no corpo, desconforto nas relações sexuais ou alterações emocionais eram frequentemente tratados como algo que simplesmente precisava ser suportado.
Hoje, a medicina propõe outro caminho. A menopausa é uma etapa natural da vida, não uma doença. Isso, porém, não significa que seus sintomas devam ser ignorados.
A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação, mas as mudanças podem começar anos antes, durante a chamada transição menopausal ou climatério. Nesse período, as oscilações e a redução progressiva dos hormônios podem provocar ondas de calor, suor noturno, irregularidade menstrual, alterações do sono e do humor, ressecamento vaginal e outros desconfortos genitais e urinários. Cada mulher, entretanto, pode vivenciar essa fase de maneira diferente.
Para a médica endocrinologista e psiquiatra e Dra. Camila Venâncio, diretora da Salut Consult, compreender essa individualidade é fundamental. “A menopausa não deve ser transformada em doença, mas também não podemos normalizar o sofrimento. Quando uma mulher deixa de dormir bem, perde qualidade de vida ou percebe mudanças importantes no corpo e no bem-estar, ela merece ser ouvida e avaliada. O tratamento não deve seguir modismos ou fórmulas prontas, precisa partir da história, dos sintomas e dos riscos individuais de cada mulher”, explica ela.
Muito além das ondas de calor
A redução dos níveis de estrogênio pode repercutir em diferentes aspectos da saúde. Além dos sintomas mais conhecidos, a transição menopausal merece atenção para saúde óssea, cardiovascular, metabólica, sexual e emocional. A Organização Mundial da Saúde destaca, por exemplo, a perda de densidade óssea e mudanças no risco cardiovascular entre os aspectos relevantes após a menopausa.
Por isso, o acompanhamento não deve se resumir à pergunta “preciso repor hormônios?”. Alimentação, atividade física, sono, composição corporal, saúde mental, histórico clínico e fatores de risco também fazem parte da avaliação.
A terapia hormonal pode ser indicada para algumas mulheres e é uma opção eficaz para determinados sintomas, mas não é necessária nem apropriada para todas. “Benefícios, riscos, tipo de tratamento e contraindicações precisam ser avaliados individualmente pelo médico”, alerta Dra. Camila.
Cuidar da mulher por inteiro
É justamente nessa fase que o acompanhamento multidisciplinar da Salut Consult pode fazer diferença. A integração entre atendimento médico, Psicologia, Nutrição, atividade física e outros profissionais permite olhar para as diferentes mudanças que podem acontecer ao mesmo tempo, construindo um cuidado compatível com as necessidades de cada paciente.
Para a psicóloga e diretora da Salut Consult, Dra. Bruna Venâncio, existe ainda uma mudança de perspectiva necessária. “A mulher não precisa escolher entre aceitar o envelhecimento e cuidar daquilo que está incomodando, uma coisa não exclui a outra. É possível compreender essa fase com naturalidade e, ao mesmo tempo, buscar ajuda para preservar sono, autoestima, saúde emocional, relacionamentos e qualidade de vida”, destaca ela.
O olhar integrado da Salut Consult está alinhado às orientações atuais do Ministério da Saúde, que recomenda cuidado contínuo durante a transição menopausal, incluindo atenção à alimentação, atividade física, sono, saúde mental e condições crônicas, além de tratamentos quando necessários.
A menopausa marca o encerramento de uma fase reprodutiva, não o encerramento da vitalidade, da sexualidade ou do bem-estar da mulher. Com informação e acompanhamento adequado, esse período pode ser vivido com mais segurança e autonomia.
Como resume Dra. Camila: “A mulher não deve aprender a suportar sintomas que comprometem sua vida apenas porque chegou a determinada fase. Envelhecer é natural, sofrer em silêncio não precisa ser”, enfatiza.









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