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José Bonifácio,25/03/2026

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Mulheres que transformaram a Medicina e a Ciência


Mulheres que transformaram a Medicina e a Ciência

Exposição destaca pioneiras e reforça protagonismo feminino na saúde


Uma mostra no saguão da Faculdade de Medicina FACERES reúne 18 médicas e cientistas, sendo cinco brasileiras e 13 internacionais, que se destacaram com contribuições que impactaram áreas como genética, saúde pública, cirurgia e infectologia.

A exposição tem curadoria do professor Araré Carvalho, das coordenadoras do curso de Medicina da FACERES, Dra. Mariana Morgan e Dra. Daiane Cassaro, e do professor Gabriel Dumbra, em parceria com os acadêmicos do Núcleo Acadêmico Cultural, Bruna Ferraz Bindella, Fábio Marchiori, Mariana Rezende Otaviano, Ana Laura de Camargo e Maria Fernanda de Camargo.


A exposição “Mulheres na Medicina” propõe uma reflexão sobre o avanço da presença feminina na área. Hoje, elas já são maioria entre os estudantes de medicina no Brasil, resultado de uma transformação histórica no acesso à formação e à carreira.


Entre os destaques nacionais está a bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ reconhecida pelo desenvolvimento da polilaminina, substância derivada da placenta que estimula a regeneração de neurônios e abre novas perspectivas para o tratamento de lesões medulares. Também ganham evidência nomes como a psiquiatra Nise da Silveira, pioneira na humanização da saúde mental com o uso da arte; a pediatra Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança; a geneticista Mayana Zatz, referência em doenças neuromusculares; e a pneumologista Margareth Dalcolmo, com atuação relevante em doenças respiratórias.




No cenário internacional, a mostra reúne cientistas que marcaram a história da medicina, como Gerty Cori e Rita Levi-Montalcini, ambas laureadas com o Prêmio Nobel; Tu Youyou, responsável pela descoberta de um tratamento eficaz contra a malária; Virginia Apgar, criadora do método de avaliação neonatal; e Patricia Bath, pioneira no uso de laser para tratamento de catarata.


A exposição também destaca trajetórias com forte impacto social, como a da médica somali Hawa Abdi, que criou um hospital em meio a conflitos, e da médica indígena norte-americana Susan La Flesche Picotte, dedicada à saúde de comunidades nativas.




Para a coordenação do curso de Medicina da FACERES, a iniciativa reforça o papel das mulheres na construção de uma medicina mais humana e inclusiva.


“A presença feminina na medicina é resultado de competência, dedicação e superação de barreiras. Esse avanço amplia perspectivas de cuidado, ensino e compromisso social”, afirma a coordenadora Dra. Mariana Morgan.

Segundo a também coordenadora Dra. Daiane Cassaro, o ambiente acadêmico é essencial nesse processo.


“Reconhecer o papel das mulheres é fortalecer valores como respeito, equidade e excelência na formação médica”, destaca.

A exposição segue aberta ao público e convida à reflexão sobre o passado, presente e futuro das mulheres na medicina.




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