Dia Mundial do Sono: Sete em cada 10 pessoas dormem mal
IMC de Rio Preto oferece polissonografia, exame preciso para diagnóstico das causas de mau sono
A Pneumologista, Dra. Bruna Cortez, do IMC de Rio Preto. Neste sábado, 14 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono, mas ao menos 158 milhões de brasileiros não têm motivo algum para comemorar. Eles representam 72% da população que lidam com insônia, segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Uma das causas das “noites mal dormidas” é a apneia do sono, distúrbio que, não bastasse comprometer a qualidade de vida, impõe à pessoa riscos mais graves, como maior chance de ter um AVC (acidente vascular cerebral) ou uma morte súbita.
“A apneia do sono se caracteriza pela parada momentânea da respiração, devido à obstrução das vias respiratórias em função do relaxamento dos músculos da faringe. Sem respiração, o fluxo de oxigênio é interrompido, podendo ter consequências ao cérebro e ao coração”, explica a médica pneumologista Bruna Cortez, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto.
O alento para as pessoas que lidam com dificuldades para dormir é que há tratamento, pois os médicos contam com recursos diagnósticos bastante precisos e eficazes, como o exame de polissonografia. No IMC, o paciente ainda tem a comodidade de fazer a polissonografia em casa, não necessitando dormir no instituto.
O tratamento no IMC começa com a avaliação criteriosa do quadro clínico do paciente e de seus hábitos de vida. “A apneia do sono pode estar relacionada a diversos fatores, como obesidade e síndrome metabólica, os mais relevantes, mas também ansiedade, problemas clínicos, emocionais, excitação associada a determinados eventos, entre muitos outros”, pontua Dra. Bruna.
Para auxiliar o médico no diagnóstico, é indicada a polissonografia, principal exame utilizado para avaliar a qualidade do sono e identificar distúrbios como a apneia. Durante a noite, diferentes funções do organismo são monitoradas para que o médico consiga observar como o corpo se comporta enquanto a pessoa dorme. “Esse exame permite identificar pausas na respiração, quedas na oxigenação do sangue e outros sinais que indicam que o sono não está sendo reparador”, explica a pneumologista do IMC. “Com essas informações conseguimos confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.”
No IMC, o exame pode ser realizado no conforto da própria casa do paciente. Para isso, são utilizados equipamentos simples e portáteis que registram as informações durante toda a noite de sono. Antes de dormir, o paciente coloca um cinto elástico na região do tórax ou da cintura, responsável por registrar os movimentos respiratórios. Também utiliza um oxímetro no dedo, que mede continuamente a oxigenação do sangue, e um pequeno cateter colocado no nariz, que registra o fluxo de ar durante a respiração.
“É um exame simples e seguro. Os sensores são leves e não causam dor, permitindo que a pessoa durma de forma bastante próxima da sua rotina normal”, ressalta a Dra. Bruna.
Todos esses sensores ficam conectados a um pequeno aparelho que registra os dados ao longo da noite. O funcionamento é semelhante ao de um holter cardíaco, exame que monitora o coração por várias horas durante as atividades do dia a dia. No dia seguinte, as informações registradas são analisadas por médicos especialistas.
“A análise desses dados mostra se houve pausas respiratórias, queda de oxigênio no sangue ou outros sinais característicos da apneia do sono”, explica a pneumologista do IMC. “Com isso conseguimos entender o que está acontecendo durante o sono do paciente e indicar o tratamento mais adequado.”
Segundo Dra. Bruna, esse diagnóstico preciso é fundamental para melhorar a qualidade de vida e evitar complicações mais graves. “Dormir bem não é apenas uma questão de conforto. O sono tem impacto direto na saúde do coração, do cérebro e de todo o organismo”, destaca. “Quando conseguimos identificar e tratar corretamente distúrbios como a apneia, o paciente volta a ter um sono reparador e reduz riscos importantes para a saúde.”
Que o diga o produtor rural João Francisco Coletti, de 70 anos, que convivia há anos com noites mal dormidas, ronco e apneia. Em consulta, descobriu que o sangue estava “grosso”, o que poderia provocar infarto e o hematologista recomendou realizar o tratamento. Após avaliação clínica, a pneumologista do IMC indicou a polissonografia. “Foi tranquilo colocar os dispositivos em casa, o que é um conforto muito grande. Hoje, durmo bem, não ronco e o sangue afinou”, disse o produtor rural.









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