Dependência química e alcoolismo são doenças e têm tratamento
Durante muito tempo, a dependência química e o alcoolismo foram tratados como falha moral, fraqueza ou falta de força de vontade. Hoje, a ciência é clara: vício não é falta de caráter. É uma doença crônica que altera o funcionamento do cérebro, compromete decisões e exige tratamento especializado.
Ignorar isso é perpetuar sofrimento. Reconhecer é o primeiro passo para salvar vidas.
A Salut Consult reforça que a dependência química precisa ser enfrentada com responsabilidade clínica, acolhimento e acompanhamento profissional estruturado. Porque, ao contrário do que muitos pensam, parar sozinho nem sempre é possível e, em alguns casos, pode até ser perigoso.
O primeiro passo é buscar ajuda
A interrupção abrupta do uso de álcool ou outras substâncias pode desencadear sintomas graves de abstinência: crises de ansiedade intensa, tremores, alterações de pressão, convulsões e risco cardiovascular. Por isso, o acompanhamento médico é essencial desde o início.
O tratamento adequado começa com uma avaliação criteriosa do grau de dependência, permitindo dimensionar riscos e definir a melhor estratégia terapêutica. O acompanhamento também inclui a investigação de transtornos frequentemente associados, como ansiedade, depressão ou transtorno bipolar, condições que podem agravar o quadro e favorecer recaídas. Além disso, são estruturadas estratégias contínuas de prevenção, fundamentais para reduzir o risco de retorno ao uso e fortalecer a recuperação a longo prazo.
Segundo a Médica e Diretora Clínica da Salut Consult, Dra. Camila Venancio, é fundamental compreender o aspecto biológico da doença. “A dependência altera circuitos cerebrais ligados ao prazer, à recompensa e ao controle de impulsos. Não se trata de escolha simples. O cérebro passa a funcionar de forma diferente. Por isso, o tratamento precisa ser técnico, estruturado e contínuo”, destaca ela.

Muito além da substância: o sofrimento emocional por trás do vício
Em muitos casos, o uso abusivo de álcool ou drogas está associado a dores emocionais não tratadas: traumas, ansiedade crônica, depressão, pressão social ou dificuldades relacionais. Tratar apenas o consumo, sem olhar para a raiz do problema, costuma levar à recaída.
Para a Psicóloga e Diretora Administrativa da clínica Salut Consult, Dra. Bruna Venâncio, o acolhimento é parte fundamental do processo. “Ninguém escolhe adoecer. A dependência é, muitas vezes, uma tentativa equivocada de aliviar uma dor interna. Quando o paciente encontra escuta qualificada e tratamento estruturado, ele começa a reconstruir sua autonomia e sua dignidade”, alerta Dra. Bruna.
Ela ressalta que o julgamento é um dos maiores obstáculos para quem precisa de ajuda. “O preconceito atrasa o tratamento. Quando entendemos que dependência é doença, abrimos espaço para cuidado, responsabilidade e recuperação”.
Tratamento multidisciplinar: ciência, estratégia e suporte contínuo
Na Salut Consult, o cuidado com dependência química e alcoolismo é conduzido de forma multidisciplinar, envolvendo:
• Avaliação médica especializada
• Acompanhamento psicológico contínuo
• Manejo medicamentoso quando necessário
• Monitoramento clínico
• Estratégias de prevenção de recaída
• Apoio familiar quando indicado
Esse modelo integrado aumenta as chances de recuperação e reduz riscos físicos e emocionais.
Há saída, mas é preciso agir
A dependência química pode comprometer relações, carreira, saúde e autoestima. Mas ela também pode ser tratada. O ponto de virada começa quando a pessoa, ou a família, decide procurar ajuda profissional. “Buscar tratamento não é admitir fracasso. É assumir responsabilidade pela própria vida. E essa é uma das decisões mais corajosas que alguém pode tomar”, afirma Dra. Camila.
A mensagem da Salut Consult é direta: dependência tem tratamento. Sofrimento não precisa ser permanente. Mas o primeiro passo é procurar ajuda. Porque quando a ciência encontra acolhimento, a recuperação deixa de ser promessa e passa a ser possibilidade real.









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