Amélia Eugênia David Birolim: uma vida de fé, amor e paixão pela leitura
Nascida em 11 de julho de 1915, na cidade de Uchôa (SP), Amélia Eugênia David Birolim foi uma mulher que atravessou quase um século com coragem, fé e amor incondicional à família. Faleceu em 3 de novembro de 2012, na cidade de José Bonifácio, aos 97 anos, deixando um legado inesquecível para filhos, netos, bisnetos e todos que conviveram com ela.
Desde pequena, Dona Amélia enfrentou grandes desafios. Ficou órfã de mãe aos 7 anos e foi criada por uma madrasta rígida, que não lhe poupou sofrimentos. Ainda assim, encontrou forças para ajudar na criação dos irmãos e, mais tarde, dedicou-se inteiramente à sua própria família, após casar-se com Antônio Birolim no ano de 1941. Juntos, tiveram sete filhos: José, Maria Pascoalina, Ana Maria, Maria Inez, Luiz Alberto, Antonio Osmar e Maria Aparecida.

Dona Amélia sempre conciliou os deveres do lar com a missão de formar os filhos na fé e nos valores cristãos. Com a saúde frágil, sempre se manteve forte na fé em Deus e em Nossa Senhora. Enfrentou a depressão com coragem, tendo na fé e na leitura suas maiores aliadas.

A leitura, aliás, era uma de suas grandes paixões. Lia com entusiasmo, principalmente livros infantojuvenis. Sua filha Maria Inez, que trabalhava no Centro Cultural de José Bonifácio, frequentemente levava pilhas de livros para que a mãe se deliciasse com novas histórias. Dona Amélia manteve o hábito da leitura, literalmente, até seus últimos dias - três dias antes de partir ela finalizava mais um livro.

Pessoa paciente, serena e caridosa, Dona Amélia sempre tratou todos com respeito e gentileza. Com sua fé firme, seu coração acolhedor e sua presença doce, construiu um legado de amor, paz, perdão e empatia — valores que hoje seguem vivos na memória de sua família e da comunidade bonifaciana.

Em reconhecimento à sua história e à sua ligação com as causas sociais e com a leitura, Amélia Eugênia Birolim foi homenageada dando nome à biblioteca da Associação Bonifaciana dos Amigos dos Menores (ABAM).
Sem dúvidas, sua memória está bem representada por uma de suas maiores paixões: a leitura.









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