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José Bonifácio,21/10/2026

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Por que alguns estudantes conquistam uma vaga em Medicina na primeira tentativa enquanto outros levam anos?


Por que alguns estudantes conquistam uma vaga em Medicina na primeira tentativa enquanto outros levam anos?

Especialistas explicam que aprovação depende de uma combinação entre planejamento, disciplina, equilíbrio emocional e estratégia de estudos, mais do que da quantidade de horas dedicadas aos livros


Passar em Medicina é o sonho de milhares de estudantes brasileiros. Todos os anos, a disputa por uma vaga coloca à prova muito mais do que o conhecimento adquirido durante o Ensino Médio. Enquanto alguns candidatos conseguem a aprovação logo na primeira tentativa, outros enfrentam uma jornada de dois, três ou até mais anos até alcançar esse objetivo.


Segundo especialistas, essa diferença está relacionada a um conjunto de fatores que vai além da inteligência ou do número de horas de estudo. Planejamento, disciplina, inteligência emocional e uma rotina organizada fazem parte da construção de um desempenho consistente ao longo da preparação.


Para o professor Felipe Pacca, coordenador de Ensino da Faculdade de Medicina FACERES e consultor de aprendizagem, um dos principais erros é acreditar que estudar mais significa, necessariamente, estudar melhor.

“É comum encontrar alunos que passam muitas horas diante dos livros e confundem sensação de esforço com evidência de aprendizagem. Horas de estudo não provam que alguém aprendeu. O que prova é conseguir explicar o conteúdo sem apoio, resolver o problema quando a pergunta muda e saber exatamente onde e por que errou. Estudar não é consumir conteúdo; é organizar pensamento e ação. Esforço não é sinônimo de resultado”, explica.




Em vestibulares de alta concorrência, como Medicina, a ansiedade também merece atenção durante a preparação. Pesquisas brasileiras com estudantes pré-vestibulandos identificaram níveis relevantes de ansiedade associados às exigências do processo seletivo. Uma revisão internacional que reuniu 238 estudos também encontrou uma associação entre ansiedade relacionada às provas e resultados acadêmicos inferiores. Para Pacca, parte dessa insegurança pode estar relacionada à falta de clareza sobre o próprio aprendizado: quando o candidato não identifica o que já domina e quais dificuldades ainda precisa superar, a preparação pode se tornar menos segura e mais desgastante.


A revisão científica internacional está disponível no link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29156362/

“O candidato que evolui é o que trata o erro como informação, não como fracasso. Errar uma questão e apenas conferir o gabarito é desperdiçar o dado mais valioso da preparação. Registrar onde travou, identificar se o erro foi de conteúdo, de leitura ou de estratégia e ajustar a próxima sessão de estudo a partir disso: é essa organização que separa quem repete o esforço de quem melhora o resultado”, destaca Pacca.


A organização da rotina também faz diferença. Estabelecer horários de estudo, revisar conteúdos periodicamente, resolver questões anteriores e manter momentos dedicados ao lazer e à atividade física contribuem para melhorar o desempenho acadêmico e reduzir o desgaste emocional.


Na perspectiva psicopedagógica, a preparação envolve ajudar o estudante a transformar o estudo em um processo mais consciente e organizado, identificando suas dificuldades e as estratégias que favorecem a aprendizagem. Mais do que estudar por muitas horas, é necessário aprender a estudar de maneira estratégica e manter uma rotina que possa ser sustentada ao longo do tempo.


Também é fundamental compreender que cada estudante possui um ritmo e uma trajetória diferentes. Comparar constantemente o próprio desempenho com o de outros candidatos pode aumentar a ansiedade e dificultar a percepção dos avanços individuais. A constância, o planejamento e a capacidade de reorganizar as estratégias diante das dificuldades são aspectos importantes para uma preparação sustentável.


“A preparação para estudar Medicina não deve ser entendida apenas como uma questão de quantidade de horas de estudo, mas principalmente de qualidade e organização desse estudo. É importante que o estudante conheça sua própria rotina, estabeleça metas possíveis, acompanhe seu desempenho e faça ajustes ao longo do processo”, afirma Nathália Marcondes, psicopedagoga do Núcleo de Apoio Educacional e Psicopedagógico da FACERES.


Embora não exista uma fórmula única para a aprovação, especialistas destacam a importância da combinação entre conhecimento, disciplina e equilíbrio. Mais do que decorar conteúdos, o candidato precisa desenvolver constância, organização e confiança ao longo da preparação.


Vestibular FACERES

As inscrições para o Vestibular 2027 de Medicina da FACERES estão abertas. Reconhecida pela excelência acadêmica, a instituição possui nota máxima (5) no recredenciamento do Ministério da Educação (MEC), ampla estrutura de laboratórios e simulação realística, além de certificações internacionais que complementam a formação médica.


As informações sobre inscrições, edital e datas estão disponíveis no site da instituição: https://faceres.com.br/cursos/medicina/vestibular/






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