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José Bonifácio,28/05/2026

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Um sonho que virou conquista: Fabrine Bigatão Maia celebra título e primeira fivela nos três tambores


Um sonho que virou conquista: Fabrine Bigatão Maia celebra título e primeira fivela nos três tambores

A arena pode até revelar campeões, mas algumas vitórias começam muito antes da largada, começa nos sonhos guardados em silêncio, nos recomeços e na coragem de nunca desistir daquilo que faz o coração acelerar. E é vivendo um dos momentos mais especiais de sua trajetória que a veterinária bonifaciana Fabrine Bigatão Pereira Pinho Maia acaba de conquistar o título da 9ª Copa Guadalupe de Três Tambores, na categoria Amador Principiante, levando para casa sua primeira fivela. Mais do que um prêmio, a conquista simboliza anos de dedicação, fé, persistência e uma conexão profunda com o universo dos cavalos.




Filha caçula do saudoso Leonel Guilherme Pereira e de Sirlei Bigatão Pereira, Fabrine conta que o amor pelos animais sempre fez parte de sua essência e a medicina veterinária surgiu quase como um destino natural. Mas, junto da profissão, outro sonho crescia silenciosamente dentro dela: viver a emoção das arenas e correr os três tambores.


“Quando assistia às provas, eu me emocionava. Ficava imaginando como seria viver aquilo. Sempre montei a cavalo, mas comecei a treinar de verdade já na faculdade. Depois vieram o mestrado, o casamento, os filhos e o sonho ficou guardado”, relembra ela.




Esposa de José Pinho Maia Filho, criador de cavalos Quarto de Milha e grande incentivador de sua trajetória, e mãe dos encantadores José Neto, Leonel Guilherme e Martin, Fabrine faz questão de destacar que suas maiores conquistas não cabem em nenhuma arena “Meus filhos são meus maiores troféus. Tudo faz sentido porque eles vivem isso comigo. Meu marido e meus filhos vibram, torcem, sofrem e comemoram cada vitória ao meu lado”, destaca ela.




Foi justamente ao lado do esposo, compartilhando a paixão pelos cavalos e pelo universo Quarto de Milha, que Fabrine decidiu retomar o sonho das competições. Vieram então Okie Leo Fire e Malt Corona JJJ, animais que marcaram profundamente sua história e ajudaram a construir sua evolução dentro das pistas. Determinada a crescer no esporte, ela mergulhou de vez no universo da equitação, buscou formação, aperfeiçoamento e se tornou também instrutora de Equitação Fundamental. “Começar nunca é fácil. Fui em busca de conhecimento, estudar, entender meus cavalos e evoluir junto com eles”, conta.




Mas o caminho até a primeira fivela não seria feito apenas de vitórias, sua égua Okie sofreu uma lesão e precisou parar. Pouco tempo depois, Fabrine enfrentou uma das dores mais difíceis de sua caminhada: a perda de Malt, cavalo que ela define como parceiro de alma.


“Malt era muito mais do que um cavalo. Ele foi meu professor, meu amigo, minha conexão com tudo isso. Quando o perdi, achei que nunca mais conseguiria correr. Pensei em desistir”, relata ela.


Foi então que a vida, mais uma vez, mostrou que alguns encontros acontecem para reconstruir aquilo que parecia perdido. Primeiro veio Lolita Shady Pss, égua que reacendeu sua vontade de sonhar novamente. E, em agosto de 2025, chegou Apolo Shady Fire HTT, cavalo que mudaria definitivamente sua trajetória nas arenas. “Com o Apolo foi algo instantâneo. Desde o começo existiu conexão, entrega e confiança. Ele me devolveu sentimentos que eu achei que nunca mais viveria depois do Malt”, ressalta Fabrine.




E os resultados passaram a surgir quase imediatamente. Ao lado de Apolo, Fabrine subiu ao pódio praticamente em todas as competições disputadas. Contando desde o início com o acompanhamento do capacitado treinador Fernando Valente, ela vem evoluindo de forma consistente nas arenas. Hoje, além do título da Copa Guadalupe e da tão sonhada primeira fivela, Fabrine também lidera sua categoria na final do 21º Campeonato de Barretos e na final da Copa Rio Preto, na categoria Master, resultados que consolidam seu nome entre os grandes destaques da modalidade.




Outro capítulo importante dessa trajetória atende pelo nome de Arco Bigfool OFV, cavalo que já chegou campeão, mas que exigiu dela paciência, adaptação e persistência. “O Arco foi uma aposta do meu esposo, e hoje ele vem me surpreendendo a cada prova, conquistando tempos que eu nunca havia alcançado”, conta ela.


Entre recomeços, conquistas e vitórias, Fabrine diz ter aprendido uma das maiores lições da vida através dos cavalos. “O cavalo nos cura mesmo quando nem percebemos que precisávamos ser curados”, ressalta.




A frase resume não apenas sua relação com os animais, mas também a forma como ela enxerga a própria vida. Para Fabrine, competir vai muito além do esporte. “Passei por momentos difíceis. Abri mão de muita coisa. Chorei, duvidei e recomecei inúmeras vezes. Mas competir é uma das coisas que mais me aproxima de Deus, é onde sinto sua presença nos detalhes, na força que Ele me dá, na fé que renasce em mim e no amor que me transforma em alguém melhor todos os dias”.


Hoje, com a primeira fivela nas mãos e novas finais pela frente, Fabrine vive a concretização de um sonho construído ao longo de anos. Uma trajetória marcada por muito profissionalismo, coragem e, acima de tudo, por respeito e amor pelos cavalos, sentimentos que transformaram sua paixão em propósito dentro e fora das arenas.


E é com a emoção de quem transformou um sonho em conquista, que Fabrine deixa uma mensagem que traduz sua trajetória dentro e fora das arenas: “Cuidado com os sonhos que você entrega a Deus… porque no tempo certo eles podem se tornar realidade.”






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