Uso de canetas emagrecedoras exige atenção à massa muscular, alerta Dr. Sérgio Cremonini
O uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, como Mounjaro, Wegovy ou Ozempic revolucionou o tratamento da obesidade e trouxe esperança para aqueles que convivem há anos com dificuldades para emagrecer. Mas, segundo o médico gastroenterologista Dr. Sérgio Cremonini de Carvalho, existe um detalhe que muita gente ainda não entende: emagrecer não significa apenas perder peso na balança.
Para o especialista, a verdadeira transformação acontece quando o paciente associa o uso da medicação a uma alimentação adequada e, principalmente, à prática regular de exercícios físicos, especialmente musculação.
“Hoje, muitas pessoas ainda avaliam o resultado apenas pelo número na balança. Mas o corpo humano é muito mais complexo do que isso. O paciente que usa a caneta, melhora a alimentação e faz treino de força pode até perder menos peso total, porém está perdendo gordura e preservando ou construindo massa muscular. Isso muda completamente o impacto do emagrecimento na saúde”, explica Dr. Sérgio.
Segundo ele, a massa muscular exerce um papel fundamental no funcionamento do organismo e está diretamente relacionada à longevidade, à saúde e à qualidade de vida no envelhecimento.
“O músculo é praticamente um órgão da longevidade. Ele protege o metabolismo, melhora a sensibilidade à insulina, ajuda no controle glicêmico, reduz inflamações e mantém a capacidade funcional do corpo ao longo da vida. Quando pensamos em envelhecer bem, estamos falando também sobre preservar músculos”, afirma Dr. Sérgio.
O especialista destaca que muitas pessoas acabam focando apenas na rapidez do emagrecimento e esquecem que a perda excessiva de massa muscular pode trazer consequências importantes no futuro.
“Perder peso rápido sem preservar musculatura pode gerar fragilidade, redução de força, piora metabólica e até aumentar o risco de recuperar gordura depois. O emagrecimento saudável não é o que seca o corpo mais rápido, é o que transforma o organismo de forma inteligente e sustentável”, ressalta ele.
De acordo com Dr. Sérgio, a musculação deixou de ser apenas uma questão estética e passou a ser considerada uma ferramenta importante no tratamento da obesidade e das doenças metabólicas. “Hoje entendemos que exercício físico não é um complemento. Ele faz parte do tratamento. A musculação ajuda o paciente a preservar aquilo que existe de mais valioso durante o emagrecimento: sua estrutura muscular, sua autonomia e sua saúde futura”, pontua ele.
Dr. Sérgio também reforça que o acompanhamento profissional faz toda a diferença para que o tratamento seja seguro e individualizado. “Cada paciente possui uma composição corporal, um metabolismo e necessidades diferentes. O tratamento moderno da obesidade não deve olhar apenas para o peso, mas para qualidade corporal e saúde metabólica. Esse é o novo conceito de emagrecimento inteligente”, destaca.
Mais do que transformar medidas, o especialista afirma que o objetivo deve ser construir um corpo mais saudável para o futuro. “A balança mostra apenas um número. Mas o verdadeiro resultado aparece na disposição, na saúde, na prevenção de doenças e na qualidade de vida que essa pessoa terá aos 60, 70 ou 80 anos. Emagrecer com inteligência é investir no corpo que vai carregar você pelo resto da vida”, finaliza Dr. Sérgio Cremonini de Carvalho.








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