França e Itália: uma imersão histórica entre arte e espiritualidade
O que começa nos livros, às vezes, termina nos próprios passos. Para as irmãs Alessandra Andréia Nassif Vivas e Adélia Aparecida Nassif, professoras apaixonadas pela História, pela Arte e pela formação humana, a recente viagem pela França e Itália foi mais do que turismo: foi a materialização de um sonho cultivado desde a infância, amadurecido na universidade e reafirmado a cada aula ministrada.
A jornada reuniu a família em uma experiência única e afetiva. As irmãs Adélia e Alessandra, ao lado de Diogo Nassif Vivas e sua namorada Maria Eduarda Seron Petrocelli, reencontraram em solo europeu Gabriel Nassif Crestani e Letícia Tardoc, filho e nora de Adélia, que vivem em Rivarolo Canavese, na região de Turim, dando a experiência um significado ainda mais profundo.

“Essa viagem foi a concretização de um sonho que começou na infância, nas aulas de história, se aprofundou na faculdade e depois nas aulas que eu ministrava para os meus alunos”, conta Alessandra. “Ficava imaginando se um dia seria possível estar em lugares que eu só conhecia em livros, fotos e vídeos. Acreditei e trabalhei para tornar esse sonho real. Foram 18 dias de encantamento, realização pessoal e profissional. Um mergulho real na história da arte”, conta Alessandra.

Paris: onde a arte respira em cada esquina
A imersão começou em Paris, uma cidade que, como define Adélia, é “complexa e fascinante, onde arte, arquitetura e moda se encontram em diferentes estilos artísticos”. Entre passeios panorâmicos, museus e caminhadas sem pressa, Paris se revelou como um verdadeiro organismo vivo da história.

Montmartre foi um dos pontos altos. Caminhar por suas ruas foi “viajar no tempo”, revivendo o passado boêmio que inspirou nomes como Van Gogh, Monet, Picasso e Renoir. No topo da colina, aos pés da Basílica de Sacré-Cœur, a vista da cidade emocionou o grupo, um daqueles silêncios que dizem tudo.

Em um cruzeiro pelo Rio Sena à noite, a turma pode observar os detalhes arquitetônicos, percorrer mercados de Natal e sentir o ritmo parisiense completaram uma vivência que uniu sensibilidade estética e aprendizado profundo.
Entre montanhas, canais e fé: a Itália em sua essência
Na Itália, o roteiro ganhou novos contornos. De paisagens alpinas a cidades medievais, cada parada trouxe uma aula viva. Em Veneza, os canais, as gôndolas e a delicadeza da arte em vidro de Murano revelaram uma cidade que parece flutuar no tempo. Já em Roma, a sensação foi de caminhar por um livro aberto.

“Em Roma, cada rua, cada fonte, cada ruína foi uma aula viva sobre como a arte evoluiu, do poder imperial à exuberância barroca e à beleza clássica”, destaca Alessandra. O Coliseu, o Panteão, as grandes praças e monumentos transformaram o cotidiano em aprendizado espontâneo.

A passagem por Assis trouxe um tom mais introspectivo. A visita à Basílica de São Francisco, com sua arquitetura gótica e os afrescos de Giotto, foi marcada pela espiritualidade. O grupo também esteve no Santuário do Despojamento, onde repousa o corpo de Carlo Acutis, o “santo do milênio”, unindo arte, fé e contemporaneidade.
Como peregrinas no Ano Jubilar de 2025 – Peregrinos da Esperança, Alessandra e Adélia com seus filhos e noras, viveram um dos momentos mais emocionantes da viagem ao atravessar a Porta Santa no Vaticano. “Foi emocionante estar diante do Baldanquino de Bernini no centro da Basílica de São Pedro, no altar papal que marca o túmulo de São Pedro”, relembram elas - completando: “Admirar com os próprios olhos a arquitetura renascentista e barroca da Basílica de São Pedro, entrar no Museu do Vaticano e contemplar os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina… a riqueza de detalhes que só o olhar consegue captar foi de arrepiar e tirar o fôlego”.

Foram 18 dias de encantamento contínuo. Uma viagem intensa e profunda em significado. Cada cidade revelou sua identidade, sua cultura e sua história de forma marcante. Mais do que fotografias, a família retornam com uma bagagem cultural sólida, viva e transformadora.

Para quem lê, fica o convite silencioso: permitir-se sonhar. Porque, como mostra essa história, às vezes o que nasce em uma sala de aula pode, sim, ganhar o mundo. “Em cada cidade que passamos aprendemos e vivemos suas particularidades e cultura de uma forma rápida mas intensa. Foram dias inesquecíveis”, ressaltam as irmãs.









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